A Prefeitura de Piracicaba enviou à Câmara um projeto para trocar contratos antigos do FINISA por uma nova operação de crédito com prazo maior e juros menores. A proposta entrou no Diário Oficial em 26 de maio.
O texto ganhou destaque na pauta legislativa de 8 de junho, quando o refinanciamento de três contratos já firmados com a Caixa passou a ser apresentado como medida para aliviar o caixa municipal.
Segundo a justificativa do Executivo, a mudança não cria nova dívida líquida. O objetivo declarado é substituir financiamentos mais caros por um contrato com condições consideradas mais vantajosas.
O que o projeto muda na prática
De acordo com a proposta, os contratos atuais somam R$ 173 milhões. Eles foram autorizados em 2022 e 2023 e estão vinculados a investimentos em infraestrutura e saneamento.
Os três contratos citados pela Prefeitura são um do Semae, de R$ 23 milhões, e dois da administração municipal, de R$ 100 milhões e R$ 50 milhões.
Hoje, essas operações carregam juros de 145,28% do CDI. A nova modelagem proposta reduz esse custo para 138,39% do CDI, além de ampliar o prazo de pagamento.
- Substituição de contratos antigos por um novo financiamento
- Redução da taxa vinculada ao CDI
- Prazo de quitação em até 168 meses
- Carência de 12 meses para início do pagamento
Na mensagem enviada aos vereadores, a Prefeitura afirma que a troca pode reduzir o peso das parcelas no curto prazo e melhorar a previsibilidade orçamentária.

Por que o tema importa para Piracicaba
Embora não represente obra nova imediata, a proposta afeta diretamente a gestão financeira da cidade. Menor pressão anual sobre o orçamento abre espaço para acomodar despesas e investimentos já previstos.
O próprio projeto sustenta que os recursos do FINISA continuam vinculados exclusivamente a despesas de capital e infraestrutura, sem uso para custeio da máquina pública.
Esse ponto é central porque o financiamento não pode ser redirecionado para gastos correntes, como folha de pagamento ou manutenção diária dos serviços municipais.
Na justificativa, o Executivo também diz que a operação está prevista no planejamento oficial, com menção ao PPA e à LDO. A estratégia, segundo o governo, é reorganizar passivos sem ampliar endividamento.
- Alívio das parcelas no curto prazo
- Mais prazo para pagamento da dívida
- Manutenção do destino dos recursos para investimento
- Possível melhora no fluxo financeiro anual
Como a tramitação está andando na Câmara
O projeto aparece na pauta da 32ª reunião ordinária da Câmara, realizada em 8 de junho, sob o número PL 122/2026. Nessa fase, os vereadores discutem o mérito e as condições da autorização.
A matéria chegou ao Legislativo com emenda da Comissão de Legislação, Justiça e Redação, além de análise das comissões de Obras e de Finanças.
Na mesma pauta oficial, a Câmara detalhou que a autorização envolve contratação com a Caixa no âmbito do FINISA, em substituição a contratos anteriores celebrados pela Prefeitura.
- Publicação do projeto no Diário Oficial em 26 de maio
- Entrada e discussão na pauta legislativa em 8 de junho
- Análise política e técnica pelos vereadores
- Votação para autorizar ou não a nova operação
Para moradores e contribuintes, o efeito concreto dependerá da aprovação final e da assinatura do novo contrato. Se confirmada, a medida pode reorganizar o serviço da dívida sem alterar a destinação dos investimentos.
No planejamento fiscal do município para 2026, a administração estima receita total superior a R$ 3,2 bilhões, contexto usado pelo Executivo para defender a readequação financeira.
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